Entrevista com Djaelton Quirino, representante do MST, para o site http://www.darciorabelo.com.br, por ocasião do adiamento do "Assentamento", para este domingo 31 de julho.
A sigla é semelhante à de um grupo que luta há muitos anos no Brasil pela reforma agrária, mas os ideais de luta do MST desta notícia são totalmente diferentes do Movimento dos Sem Terra. O que o Movimento dos Sem Teatro de Arcoverde (MST) deseja é a conclusão do Teatro Municipal Geraldo Barros, que teve as obras iniciadas há 24 anos e nunca foi finalizado. A organização é formada por artistas arcoverdenses de vários segmentos, com objetivo de discutir questões sobre o término das obras do teatro municipal e políticas públicas direcionadas para a cultura do município.Próximo sábado, dia 16, o MST realiza o “Assentamento”, ação alusiva aos atos dos sem terras. O evento acontece no estacionamento do CECORA, onde estão localizadas as obras inacabadas do teatro municipal.
No decorrer do dia os integrantes do movimento promoverão diversas apresentações artísticas, como teatro, danças, declamações, samba de coco, entre outras manifestações culturais, além de bingos. “Com este evento esperamos estar contribuindo com o que já foi feito até hoje pela arte em nossa cidade, e convocando nossos representantes a pensar mais em nossa cultura”, afirma Djaelton Quirino, membro do MST, em e-mail enviado para o blog de Alvinho Patriota nesta quinta-feira.
Artistas cobram finalização do teatro
O movimento teatral surgiu em Arcoverde em meados de 1974, ganhando força a partir de 1976 com o surgimento de diversos grupos de teatro. Os artistas começaram a se organizar e fundaram em 28 de novembro de 1981 a Sociedade Teatral de Arcoverde (SOTEAR), com representantes de todos os grupos teatrais.
De acordo com o Movimento dos Sem Teatro, após muita pressão da SOTEAR a Prefeitura Municipal de Arcoverde adquiriu em 1985 o prédio da antiga SANBRA, hoje CECORA, para construção do prédio da Fundação de Cultura, composto por um teatro, museu, alojamento, biblioteca, assim como oficinas de dança, música e artes plásticas.
Os serviços de construção do prédio foram iniciados em 1987, no entanto o empreendimento nunca foi entregue para a população, porque o TCU embargou a obra. Sem ter um local para apresentações, os artistas de Arcoverde querem saber o que está sendo feito pela prefeitura para entregar o teatro municipal.
Da redação do blog de Alvinho Patriota por Chico Gomes



