sábado, 6 de agosto de 2011

Federação de Teatro de Pernambuco- FETEAPE apoia o MST


O ano é 1987. A construção tão esperada, de artistas e produtores da cidade de Arcoverde, distante 261 Km de Recife, não acontece, e o drama de não ter teatro continua. localizada no sertão de Pernambuco, com uma população de 69.157 habitantes, a cidade já se colocou como grande celeiro de artistas e festivais. O Cena Aberta, por exemplo, com realização da Tropa do Balacobaco, vem demonstrando essa força, e todo o festival acontece na rua ou espaços alternativos. O espaço destinado para abrigar o teatro não sai do papel, os artistas agonizam, ao ponto de se criar o MST - Movimento dos Sem Teatro.

Geraldo Barros, um dos grandes artistas e produtor da cidade estaria muito triste, se vivo estivesse. Há 24 anos o Teatro Municipal Geraldo Barros é só promessa. Se faz necessário questionar os governantes da cidade sobre a conclusão desse espaço, que é amparado pela Lei Orgânica do Municipio como sendo um direito do povo, e, em especial os artistas locais. A FETEAPE solidariza-se com o movimento e questiona a prefeitura, para que busque soluções, e que além da entrega do teatro, crie o conselho de cultura, organismo fundamental para a cidade.
 

Notícias do Assentamento

Em breve noticías completas sobre o "Assentamento" que ocorreu no dia 31/07 na frente do que deveria ser o teatro municipal, aguardem...

Foto: Marcelo Ewerton

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manifesto dos Trabalhadores da Cultura

Trabalhadores da Cultura, é hora de perder a paciência!

 

O Movimento de Trabalhadores da Cultura, aprofundando e reafirmando as posições defendidas desde 1999, em diversos movimentos como o Arte Contra Bárbarie, torna pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país. A arte é um elemento insubstituível para um país por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de Estado, por fundamentar o exercício crítico do ser-humano na construção de uma sociedade mais justa.
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O Estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação pública com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda doado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet – os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas. Dinheiro público, utilizado com critérios de interesses privados. Política que não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual. De 0,2% ou 2,2 bilhões de reais, foi para 0,06% ou 800 milhões de reais do orçamento geral da União em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet não sofreu qualquer alteração apesar das inúmeras críticas de toda a sociedade.
Trabalhadores da Cultura é HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública!
Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para que qualquer trabalhador possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública, tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população em seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios. Exigimos programas que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade civil organizada e não dentro dos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata aprovação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata aprovação da PEC 150, que garante que o mínimo de 2% ( hoje, 40 bilhões de reais) do orçamento geral da União seja destinado à Cultura, para que assim tenhamos verbas que possibilitem o início de um tratamento devido à cultura brasileira.
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram suspensos, e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de incentivo fiscal, o fim da burocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos de produtores e dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos a Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao Senhor Ministro da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente. Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de investimento direto do Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

Manifesto dos trabalhadores da cultura que ocuparam o prédio da Funarte até hoje dia 01/08, também apoiamos esta luta!!!!

Retirado do site http://www.culturaja.com

Abaixo Assinado para Arcoverde ter o Festival Pernambuco Nação Cultural

O Festival Pernambuco Nação Cultural consiste na maioração cultural do Governo de Pernambuco no interior do Estado. Realizadopela Secretaria de Cultura e pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artísticade Pernambuco – FUNDARPE, o Festival, além de oferecer espetáculos culturais , promove oficinas decapacitação, exposições, seminários e outras atividades de grande relevânciapara o desenvolvimento cultural e turístico dos Municípios contemplados.
Considerando que esse evento nunca foi realizado na Região de Desenvolvimentodo Sertão do Moxotó, que compreeende os Municípios de Arcoverde, Sertânia,Custódia, Ibimirim, Manari, Betânia e Inajá, elaboramos abaixo-assinado,reivindicando que a Secretaria de Cultura/FUNDARPE contemple essa Região com oFestival, reconhecendo assim a diversidade cultural e o potencial turístico damesma.



Assine o abaixo-assinado no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=MOXOTO



Este Abaixo assinado está sendo organizado pelo COCAR.